| Marciano A. San...'s profileAlém do pensamento...PhotosBlogLists | Help |
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May 28 A morte.Na escuridão da névoa, o cavalo relincha. Um cavalo negro, olhos vermelhos como o sangue. Uma espuma corre pela sua boca grotesca. No seu lombo há alguém. Alguém estranho, alguém alto, encapuzado e coberto com um manto negro. A espada longa e cinzenta na bainha, uma cruz vermelha no pescoço e suas longas asas negras agora estão fechadas, descansando. Na mão direita, segura com firmeza sua foice de lâmina longa, afiada e mortal.
A morte vem como o vento, rápida, onipresente. Vem pelo cemitério, exalando seu odor cadavérico. Um murmúrio melancólico vem dos túmulos. Uma música doentia. Vozes finas e cansadas, gritos graves e horríveis.
Os mortos cantam à sua presença, adorando-a pela sua majestade. Ela grita um grito estranho, nem agudo, nem grave. Animalesco, como um uivo e suplicante como um pedido de socorro. Passa pelos túmulos sujos, cobertos de hera e esquecidos. Lá dentro uma cantoria frenética quebra o silêncio da noite.
Não há lua, nem estrelas, é uma noite escura e fria. Os lampiões das casas na afastada aldeia, estão apagados, não há postes ou outras luzes. É assim que a morte gosta.
Alguns corvos sobrevoam o local, corujas agitam-se em suas tocas, sapos coaxam nos brejos, a música dos túmulos aumenta. A morte desce do cavalo e abre suas grandes asas negras. Com um impulso o anjo da destruição levanta vôo e contempla o cemitério glorificando-a. Ela se satisfaz. Então segue para a vila, irá buscar mais uma pessoa. May 25 Gandalf, o CinzentoE enquanto polia o cajado, o senhor de idade avançada olhou para o alto.
Lá viu a imensidão dos olhos de Eru e lá estava a glória imposta a Manwë... Ele suspirou e continuou a polir o cabo, o cavalo pastava e a carroça estava pronta. Deveria partir logo, estava entardecendo e a Grande Lâmpada estava avermelhada.
Antes de partir conversou por um bom tempo com o carvalho, sentado à sua sombra fresca.
- Agora, como te disse antes, são 111 anos. Meu velho amigo. Bilbo Bolseiro. Estou indo para lá. A carroça está cheia de fogos. Adeus.
Assim partiu. May 23 O lamento do elfoSou eterno.
Para sempre viverei. Enquanto houverem folhas
para caírem no outono, eu viverei. Enquanto houver água no
mar para acontecer a maré, eu viverei. Enquanto houver ainda vermes
no meio da terra, eu viverei. Enquanto o fogo queimar, eu
viverei. Enquanto a luz predominar, eu
para sempre viverei. Enquanto o sol existir, eu ainda
viverei. E enquanto o tempo passar, ainda
assim eu viverei. Até que a última folha tenha caído, a útima gota de mar, evaporado e o último verme morrido. Até que a luz não mais brilhe, até que o sol escureça e até que o tempo pare de passar. Aí sim, deixarei de existir. |
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